Uma comunidade de aprendizagem nos pinhais acima de Sintra.
Dos 6 aos 10 anos, em português e inglês. Sessões de tarde este outono. O piloto abre em março de 2027.
Um grupo pequeno de crianças num pinhal, dentro do Parque Natural de Sintra.
A 20 minutos de Sintra, Ericeira ou Mafra.
Português e inglês, com dois coaches. Sem notas. Sem classificações.
Somos uma comunidade de aprendizagem, não uma escola. As crianças estão inscritas em ensino doméstico ou num programa de ensino à distância acreditado, e passam os dias connosco. Significa que as famílias mantêm a responsabilidade legal e a liberdade que vem com ela, e significa que os dias são construídos à volta das crianças e não à volta de um programa.
Isto é um começo, e preferimos dizê-lo. Começamos pequenos, este outono, com famílias que queiram construí-lo connosco.
Seis domínios, o mesmo peso.
O dia de uma criança aqui divide-se por seis domínios, e cada um recebe o mesmo tempo e a mesma seriedade. Nenhum domínio é o principal. Nenhum é enriquecimento. Uma criança forte num deles não fica por isso dispensada dos outros, e uma criança que tem dificuldade num deles não fica por isso definida por ele.

Lógica
Número, padrão, e perceber como as coisas encaixam.

Floresta
Um terreno concreto, revisitado ao longo de quatro anos e de todas as estações.

Palavra
Ler, escrever, argumentar, e contar bem uma história.

Fazer
Madeira, barro, ferramentas, e construir coisas que têm de aguentar.

Corpo
Trepar, correr, trabalhar lá fora com o tempo que houver.

Som
Música, tocada e feita, ao lado de quem vive disso.
Uma criança que dividiu quarenta sementes por seis canteiros fez uma divisão longa com as mãos.
A aldeia é o currículo.
A sala de aula industrial separou as crianças do mundo do trabalho — da terra, das artes, do funcionamento comum dos adultos que fazem, cultivam e decidem coisas. Estamos a fazer o contrário. Três relações não são negociáveis aqui, e as três ficam a pé.

Um lugar selvagem
Um espaço ecológico a sério, não uma horta escolar. O mesmo, em todas as estações, durante quatro anos. As crianças mantêm um registo sazonal ilustrado do que ali veem, e as suas observações seguem para redes de ciência cidadã que as usam mesmo.

Terra de trabalho
Uma quinta que produz alimento a sério, não um canteiro de demonstração. As crianças plantam, cuidam, colhem e cozinham. A medição é aritmética, os canteiros são biologia, e o jantar é a prova.

Praticantes ao lado
O espaço de artes no terreno traz músicos e artistas em atividade com regularidade — [nomear um ou dois, honestamente]. Não é uma oficina de visita uma vez por período. Pessoas que fazem aquilo para viver, presentes com frequência suficiente para as crianças as tratarem pelo nome.
A partir de março de 2027
Como é um dia.
09:00
Dois minutos de silêncio
Antes de tudo o resto, o grupo inteiro senta-se em silêncio. Não é explicado ao pormenor e nunca é avaliado. Está simplesmente ali, todas as manhãs.
09:05
O círculo
Cada criança diz em que está a trabalhar hoje. Tudo o que o grupo tenha de decidir decide-se aqui, por voto, um voto por pessoa, adultos incluídos. Quando o voto sai ao contrário do que o coach teria escolhido, o voto vale na mesma.
09:30
Trabalho profundo
Três horas nos domínios que a criança escolheu. O coach circula, observa, e chama duas ou três crianças de cada vez para a coisa exata para que estão prontas — a forma de uma letra, uma fração, uma junta de madeira.
12:30
A mesa comum
Toda a gente cozinha e toda a gente come junta. Não há mesa separada para adultos.
13:30
Brincadeira livre
Lá fora, sem estrutura, chova ou faça sol. Sem agenda dos adultos e sem atividades organizadas a não ser as que as crianças começarem. Isto não é uma pausa da aprendizagem. É uma condição para a tarde.
14:30
Trabalho que conta
A quinta, a floresta, um projeto de construção, a rede de monitorização. Trabalho real com resultados reais — estruturas que aguentam, dados que são submetidos, comida que chega à mesa.
16:30
Ir para casa
Cada criança sai com o próximo fragmento da história que o grupo está a escrever em conjunto, para ler em voz alta em casa — os pais fazem parte da aprendizagem, não assistem a ela de fora. Não há trabalhos para casa, a não ser que a criança queira continuar o seu próprio projeto.


Duas línguas, o dia inteiro.
Tudo aqui funciona em português e inglês, e nenhuma é a tradução da outra. O círculo da manhã acontece nas duas. As crianças chegam fluentes numa, ou em nenhuma, e apanham a segunda como as crianças apanham — de lado, enquanto fazem outra coisa. As famílias portuguesas têm uma infância bilingue sem a propina de um colégio internacional. As famílias estrangeiras têm filhos que conseguem falar com os vizinhos.
O lugar.
Assafora, a 20 minutos de Sintra, Ericeira ou Mafra. Pinhal, granito, água, e edifícios levantados à mão.




Estas imagens são renders gerados por IA do lugar concluído. A instalação já está parcialmente construída — os edifícios mostrados estão em obra, ainda não fotografados.
O que os pais perguntam.
Somos uma comunidade de aprendizagem gerida pela Mystic Flamingo, uma associação sem fins lucrativos — não somos uma escola licenciada e não fingimos ser. O seu filho fica inscrito em ensino doméstico, com a família a deter a responsabilidade legal, ou num programa de ensino à distância acreditado. Explicamos-lhe os dois caminhos e a papelada antes de assumir seja o que for.
Três tipos de lugar.
Indicativos, e a confirmar antes de abrirem as candidaturas. A diferença entre eles é tempo, não meios — as famílias que dão horas dão menos euros, e o grupo fica melhor por as ter.
Comunidade
€350 por mês
Dois dias por semana. Para famílias com o seu próprio ritmo em casa que querem a oficina, a terra e a companhia de outras crianças a trabalhar a sério. Um número limitado destes lugares.
Participante
€470 por mês
Semana completa. Meia tarde por semana trabalha ao lado do coach, numa escala combinada no início do período. Apenas por candidatura, e com um número limitado de lugares.
Completo
€670 por mês
Semana completa, sem outro compromisso além dos comuns.
O que acontece e quando.
Fim de outubro
Começam as sessões de tarde — algumas semanas, uma tarde por semana, para nos conhecermos como deve ser.
Inverno
Abrem as candidaturas ao piloto.
Março de 2027
O piloto começa, com a primeira turma.
Fique a par.
Escrevemos quando as sessões de tarde tiverem data e quando abrirem as candidaturas. Mais nada, e não é com frequência.
info@aera.education · Assafora, São João das Lampas